
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (25), provocou manifestações de líderes políticos de diferentes partes do mundo, incluindo governantes de direita da América Latina. Lula derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, conquistando 64.256.232 votos, equivalentes a 51,8% dos votos válidos, contra 59.826.041 votos (48,2%) do adversário, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com o resultado, o petista conquistou seu quarto mandato presidencial.
Na América Latina, presidentes de direita do Peru, Chile, Equador, Bolívia e Paraguai parabenizaram Lula e defenderam a continuidade das relações diplomáticas com o Brasil. A presidente peruana, Keiko Fujimori, destacou a importância da integração, da cooperação e do desenvolvimento sustentável da Amazônia, enquanto o presidente chileno, José Antonio Kast, afirmou ter conversado com Lula e manifestou interesse em fortalecer a integração econômica e o combate ao crime organizado. O equatoriano Daniel Noboa ressaltou os desafios compartilhados pelos países da região. Já Rodrigo Paz, da Bolívia, e Santiago Peña, do Paraguai, defenderam o fortalecimento das relações bilaterais. Também enviaram felicitações os presidentes Claudia Sheinbaum, do México; Yamandú Orsi, do Uruguai; José Raúl Mulino, do Panamá; e Miguel Díaz-Canel, de Cuba. Ex-presidentes como Evo Morales, Gabriel Boric, Alberto Fernández e Cristina Kirchner também celebraram o resultado.
Na Europa, o presidente francês Emmanuel Macron parabenizou Lula e defendeu o fortalecimento da parceria estratégica entre França e Brasil. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, classificou o resultado como uma grande vitória e afirmou que a retomada do progressismo global havia começado. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou a vitória da democracia e do multilateralismo, reafirmando o compromisso europeu com o livre comércio, a ordem internacional baseada em regras e a proteção climática. A China também cumprimentou o presidente brasileiro por meio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun. Na Rússia, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, ressaltou a contribuição de Lula para o fortalecimento das relações bilaterais e para o avanço da cooperação entre os países integrantes do Brics.
Outros líderes internacionais também reconheceram a vitória do presidente brasileiro. O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, classificou o resultado como uma conquista para o Sul Global e para as forças progressistas, defendendo uma ordem mundial mais justa, baseada na solidariedade e no direito internacional. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, manifestou interesse em aprofundar a parceria estratégica entre os dois países e ampliar a cooperação em diferentes setores. Já o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, destacou oportunidades para fortalecer o comércio, a proteção ambiental e a prosperidade econômica. Também se manifestaram representantes da Guiana, Bahamas e Barbados, com mensagens voltadas à integração regional, ao desenvolvimento sustentável, à justiça social e ao fortalecimento das relações com o Brasil.





