O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já articula sua reeleição para o comando da Casa em 2027, independentemente de quem vencer a disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A movimentação ganhou força após o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, anunciar que o partido pretende lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado.
A estratégia de Alcolumbre passa por conquistar apoio dentro do próprio PL, que elegeu 19 senadores em 2026 e terá uma bancada de 29 parlamentares na próxima legislatura. Um dos nomes próximos ao atual presidente é Eduardo Gomes (PL-TO), vice-presidente do Senado, cotado para assumir a relatoria do Orçamento de 2027. A possível indicação é vista por aliados como um movimento para ampliar o diálogo com integrantes da legenda.
A disputa entre Alcolumbre e Marinho ficou evidente na quinta-feira (15), quando os dois discutiram no plenário após a retirada da PEC da Segurança da pauta. Questionado pelo senador potiguar sobre os motivos da decisão, Alcolumbre respondeu que a retirada ocorreu por determinação da Presidência do Senado. O episódio expôs as divergências entre os dois parlamentares, que poderão disputar o comando da Casa no próximo ano.
Alcolumbre também busca consolidar o apoio de outras legendas. Os líderes Eduardo Braga (MDB-AM) e Otto Alencar (PSD-BA) já anunciaram apoio à sua reeleição. Nos bastidores, aliados calculam que ele teria entre 44 e 49 votos, embora não haja confirmação desse número. Para vencer, será necessário conquistar a maioria dos votos dos senadores, em uma disputa que dependerá da composição e dos acordos políticos da nova legislatura.






