O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tem a responsabilidade de conduzir a crise na Corte de forma que ela não interfira nas eleições de 2026. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo, para 25 de outubro.
As declarações foram dadas após uma sessão do STF que discutiu a possibilidade de abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino antes da análise do mérito. Lula classificou o debate ocorrido na Corte como “não correto” e defendeu que as denúncias sejam esclarecidas.
O presidente afirmou que a sociedade não pode acompanhar acusações diariamente sem que as investigações tenham uma conclusão. “É importante que se apure, que dê direito de defesa às pessoas. A presunção de inocência tem que ser garantida a todo mundo, mas é preciso apurar”, declarou. Segundo Lula, preservar a credibilidade do Supremo exige esclarecimento sobre os fatos denunciados.
Lula também afirmou que nenhuma autoridade está acima da legislação. “Ninguém está acima da lei, nem eu, nem o Fachin, nem ministro da Suprema Corte”, disse. Ao mesmo tempo, defendeu o direito à ampla defesa dos envolvidos e afirmou que a imagem institucional do STF deve ser preservada. As declarações foram dadas em entrevista ao podcast “Desce a Letra Show”.






