O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi intimado pela Polícia Federal a prestar depoimento no dia 7 de agosto, em Brasília, no inquérito que investiga o suposto recebimento de vantagens indevidas relacionadas ao Banco Master. O parlamentar nega qualquer irregularidade e afirma que nunca utilizou o mandato para favorecer interesses privados.
Os investigadores querem esclarecer a negociação envolvendo um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador. Segundo a apuração, o imóvel teria sido adquirido com apoio do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Wagner afirma que pretendia recomprar o imóvel posteriormente para destiná-lo à filha.
O senador foi alvo de busca e apreensão em junho, durante uma fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A investigação também cita pagamentos a uma empresa ligada à nora do parlamentar e a compra de ingressos para um show no exterior como possíveis vantagens indevidas.
Após o avanço das investigações, Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado. Em manifestações públicas, o petista classificou a ação da Polícia Federal como uma “patacoada” e reafirmou que todas as acusações serão esclarecidas no decorrer da investigação.






