A brasileira Célia Maria Cassiano, de 67 anos, morreu na Suíça após optar pelo suicídio assistido, procedimento permitido no país europeu. Diagnosticada com uma doença neurodegenerativa incurável, ela tomou a decisão após enfrentar a progressiva perda de movimentos e autonomia no dia a dia.
O procedimento ocorreu de forma legal e seguiu os protocolos locais, que exigem avaliação médica, comprovação de capacidade de decisão e consentimento do paciente. Após ingerir a substância prescrita, a morte ocorreu em poucos minutos, sendo posteriormente comunicada às autoridades para verificação da regularidade do processo.
No Brasil, práticas como o suicídio assistido e a eutanásia não são autorizadas por lei. Diante dessa restrição, pessoas que desejam esse tipo de alternativa precisam buscar o procedimento no exterior, arcando com custos elevados e exigências burocráticas.
A decisão de Célia foi construída ao longo do avanço da doença, que compromete funções motoras enquanto mantém a consciência. Em registros públicos, ela defendeu o direito à escolha sobre o próprio fim de vida e destacou a importância do debate sobre o tema no país.






