A Comissão de Valores Mobiliários identificou sinais de possíveis irregularidades no mercado de capitais envolvendo estruturas associadas ao chamado Caso Master desde 2017. As informações constam em processos administrativos conduzidos pelo órgão regulador ao longo dos últimos anos.
De acordo com os registros, foram abertos 314 processos relacionados ao grupo e a entidades associadas entre 2017 e 2025. Desses, 14 já chegaram à fase sancionadora, quando há formalização de acusações após a análise inicial das investigações.
Os documentos indicam a existência de padrões de atuação e repetição de nomes em diferentes apurações, envolvendo operações com fundos, debêntures e outros instrumentos financeiros. Em alguns casos, há suspeitas de uso de estruturas para movimentações consideradas irregulares pelo órgão fiscalizador.
As investigações também abrangem possíveis falhas de governança e ausência de informações contábeis em determinadas empresas, além de operações sob análise por eventual uso de informação privilegiada e simulações de negócios. As defesas citadas nos processos não se manifestaram ou não foram localizadas.






