A retirada de amostras virais de um laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acendeu preocupações devido ao nível de risco envolvido. O material estava armazenado em uma área classificada como nível 3 de biossegurança, considerada a mais alta atualmente em operação no Brasil para pesquisas com agentes infecciosos.
Uma professora doutora é investigada pelo caso após ter sido flagrada com parte do material dentro da própria universidade. As amostras foram localizadas em diferentes laboratórios e espaços acadêmicos. A Justiça determinou que ela responda ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares, como restrições de deslocamento e proibição de acesso aos locais envolvidos.
As investigações apontam que o material foi retirado sem autorização e manipulado fora dos ambientes adequados, o que pode ter exposto outras pessoas a riscos. Há indícios de armazenamento em locais não apropriados e descarte inadequado de resíduos, incluindo recipientes comuns, o que elevou o nível de preocupação das autoridades.
O caso teve início após o desaparecimento das amostras ser identificado em fevereiro. A Polícia Federal foi acionada e localizou os itens no mês seguinte, dentro da própria instituição. A universidade abriu procedimento interno para apurar os fatos, enquanto a investigação segue para esclarecer as circunstâncias e responsabilidades.






