A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar a atuação do grupo financeiro Fictor, que apresentou uma proposta para adquirir o Banco Master no fim do ano passado. A investigação foi aberta após a identificação de indícios de irregularidades envolvendo a empresa, que entrou recentemente com pedido de recuperação judicial.
Segundo a apuração, o grupo é investigado por suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, incluindo gestão fraudulenta, apropriação indevida de recursos, emissão de títulos sem lastro e operação de instituição financeira sem autorização legal. A PF informou que já monitorava o Fictor antes da abertura formal do inquérito.
No início de fevereiro, a empresa protocolou um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, alegando dificuldades de liquidez e informando um passivo estimado em cerca de R$ 4 bilhões. Em comunicado, o grupo afirmou que a medida busca reorganizar suas finanças e garantir o pagamento de compromissos assumidos.
A proposta de compra do Banco Master havia sido apresentada em novembro de 2025, pouco antes de o banco ser liquidado pelo Banco Central, por suspeitas de fraude e falta de garantias financeiras. À época, o órgão regulador avaliou que a negociação anunciada não tinha viabilidade concreta.






