A Polícia Federal realizou, nesta sexta-feira (23), uma operação que tem como alvo a cúpula do Rioprevidência, órgão responsável pela gestão da previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro. O presidente da autarquia e ex-diretores estão entre os investigados por aplicações financeiras consideradas de alto risco envolvendo recursos públicos.
As apurações indicam que, entre 2023 e 2024, o fundo estadual destinou cerca de R$ 970 milhões a letras financeiras emitidas por um banco privado, operações que, segundo a PF, expuseram o patrimônio previdenciário a riscos incompatíveis com sua finalidade institucional. O Rioprevidência é responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de aproximadamente 235 mil beneficiários.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, incluindo a residência do atual presidente do órgão e a sede administrativa da autarquia, localizada no Centro da capital. Ex-gestores da área de investimentos também são alvos da investigação.
A Polícia Federal informou que a operação faz parte de um inquérito iniciado em novembro, que analisa um conjunto de operações financeiras realizadas com recursos do fundo previdenciário. O caso segue em andamento na Justiça Federal, e os materiais apreendidos devem subsidiar a continuidade das investigações.





