Investigado pela Polícia Federal por envolvimento em um esquema de fraudes em aposentadorias, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes tentou emplacar contratos de alto valor com o Ministério da Saúde. As investidas incluíram a oferta de medicamentos à base de cannabis, testes rápidos para dengue e produtos de nutrição infantil.
Mensagens obtidas pela investigação indicam que o lobista e seus funcionários elaboraram documentos técnicos que previam compras sem licitação, direcionadas a empresas ligadas ao grupo. Em pelo menos uma ocasião, Antunes participou de reunião no ministério, mas nenhuma das propostas avançou para a fase de contratação.
A apuração também levanta a suspeita de que recursos desviados de benefícios previdenciários teriam sido usados para estruturar empresas e custear tentativas de influência no setor da saúde. Diante dos indícios, o Supremo Tribunal Federal autorizou o aprofundamento das investigações e determinou que a Anvisa apure possíveis irregularidades administrativas.
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que não realizou compras nem mantém processos em andamento relacionados às empresas citadas. Segundo a pasta, todas as propostas foram analisadas pelos órgãos técnicos competentes e rejeitadas por não atenderem aos critérios exigidos.






