O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli abriu um novo embate institucional com a Polícia Federal ao criticar a atuação da corporação na investigação sobre suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. As declarações ocorreram após a segunda fase da operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (14).
Segundo a decisão do ministro, a PF não cumpriu o prazo determinado para a execução dos mandados, que deveriam ter sido realizados até terça-feira (13). Toffoli afirmou que houve falta de empenho no cumprimento da ordem judicial e atribuiu à corporação possíveis prejuízos ao andamento das investigações. A Polícia Federal, por sua vez, alegou que o atraso ocorreu por questões operacionais e negou qualquer intenção de descumprir a determinação.
A atuação do ministro também gerou preocupação entre investigadores ao determinar, inicialmente, que os materiais apreendidos permanecessem lacrados no STF, sem envio imediato para perícia. Diante das críticas, Toffoli recuou e decidiu que os bens apreendidos devem ficar sob responsabilidade da Procuradoria-Geral da República (PGR), que fará a guarda e a análise do conteúdo.
Em meio às tensões, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, realizou uma visita institucional ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, gesto interpretado como apoio à corporação. O caso ocorre enquanto o Banco Central segue sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU) devido à liquidação extrajudicial do Banco Master, investigação que continua cercada por disputas institucionais e repercussões políticas.





