Os países da União Europeia deram aval provisório ao acordo de livre comércio com o Mercosul, bloco que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O tratado ainda precisa ser assinado formalmente e aprovado pelos congressos dos países sul-americanos.
O setor agropecuário brasileiro é um dos principais beneficiados, com potencial para ampliar exportações de produtos como café, frutas, peixes, crustáceos e óleos vegetais. Para carnes bovina e de frango, foram definidas cotas de exportação, visando equilibrar a competição com a produção europeia.
O acordo também prevê a eliminação gradual de tarifas sobre 77% dos produtos agrícolas importados pela União Europeia, em prazos que variam de quatro a dez anos, dependendo do item. Para o café solúvel e torrado, a previsão é de tarifa zero em quatro anos, aumentando a competitividade brasileira frente a concorrentes internacionais.
Apesar do avanço comercial, algumas medidas europeias, conhecidas como salvaguardas, poderão suspender temporariamente benefícios tarifários caso haja impacto significativo sobre o agro local. Produtores e entidades brasileiras acompanham de perto, avaliando a aplicação das regras para evitar barreiras comerciais disfarçadas.





