Uma investigação do Ministério Público do Maranhão resultou na prisão do prefeito de Turilândia, Paulo Curió, da primeira-dama Eva Curió, da ex-vice-prefeita Janaína Soares Lima e dos 11 vereadores do município. A operação apontou um esquema de corrupção que teria desviado pelo menos R$ 56 milhões dos cofres públicos desde 2021.
Segundo o MP, o grupo atuava por meio de fraudes em licitações, uso de empresas de fachada, emissão de notas fiscais frias e pagamento de propinas. As apurações indicam que cerca de 95% dos processos licitatórios do município eram manipulados, conforme relato da própria pregoeira à investigação.
Áudios interceptados mostram negociações envolvendo vantagens pessoais e divisão de recursos desviados. Empresários recebiam percentuais de contratos por serviços que não eram executados, enquanto parte do dinheiro retornava ao prefeito e a outros integrantes do esquema. Durante a operação, a polícia apreendeu grandes quantias em dinheiro e identificou imóveis de alto valor atribuídos aos investigados.
Com a prisão de todo o Executivo e do Legislativo, a Justiça adotou medidas excepcionais para evitar a paralisação administrativa. Os vereadores passaram a despachar em regime de prisão domiciliar, sob monitoramento, podendo se reunir apenas em situações consideradas urgentes.





