O brasileiro Marcelo Alexandre da Silva Pereira, de 29 anos, saiu de Boa Vista, em Roraima, acreditando que trabalharia como motorista na Rússia, mas acabou recrutado pelas forças armadas do país. Segundo familiares, ele assinou um contrato com o Ministério da Defesa russo sem compreender o idioma e passou a pedir ajuda para retornar ao Brasil.
Marcelo chegou a Moscou no início de dezembro e, poucos dias depois, informou à esposa que havia sido incorporado ao Exército. Ele deixou no Brasil a companheira, grávida, e três filhos pequenos. O caso passou a ser acompanhado pelo Ministério das Relações Exteriores.
De acordo com a família, o brasileiro não fala outro idioma além do português e enfrentava dificuldades financeiras antes da viagem. A proposta de emprego teria surgido por meio de um contato no Brasil, com apoio de uma empresa que se apresenta nas redes sociais como intermediadora para ingresso nas forças armadas russas.
O Itamaraty informou que mantém contato com as autoridades locais e com os familiares. Em alerta recente, a embaixada brasileira em Moscou reforçou os riscos do alistamento voluntário de brasileiros em exércitos estrangeiros, especialmente em áreas de conflito.





