O Banco Central comunicou ao Tribunal de Contas da União (TCU) a existência de uma nova investigação sigilosa sobre possíveis fraudes atribuídas ao conglomerado do Banco Master. O material foi encaminhado ao Ministério Público Federal e trata de indícios de irregularidades adicionais às já identificadas, estimadas em R$ 12,2 bilhões.
No documento, a autoridade monetária detalha que as novas suspeitas surgiram a partir de tentativas do banco de atender exigências de capital impostas para manter suas operações. A apuração aponta indícios de desvio de recursos e de gestão fraudulenta, com movimentações financeiras envolvendo fundos que já haviam sido alvo de investigações anteriores.
O relatório também descreve a situação financeira crítica do banco antes da liquidação, incluindo a assinatura de um contrato de assistência de liquidez de curto prazo com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), em maio de 2025. Como condição, o Master foi impedido de captar recursos por meio de CDBs com rentabilidade superior a 100% do CDI.
Segundo os dados apresentados, entre maio e outubro de 2025, o banco conseguiu captar pouco mais de R$ 90 milhões dentro do limite estabelecido, enquanto o FGC destinou cerca de R$ 4,3 bilhões para cobrir títulos vencidos no mesmo período. As informações reforçaram, de acordo com o BC, a incapacidade de continuidade operacional da instituição.





