O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton solicitou nesta segunda-feira (22) que o governo de Donald Trump torne públicos todos os documentos da investigação sobre Jeffrey Epstein que façam referência direta a ele. O pedido ocorre após a divulgação recente de imagens e materiais inéditos ligados ao caso.
Em nota divulgada por seu porta-voz, Clinton afirmou que não há motivo para retenção de arquivos e pediu que a procuradora-geral seja orientada a liberar imediatamente qualquer conteúdo que mencione seu nome ou inclua registros visuais relacionados a ele. A manifestação sustenta que a divulgação parcial levanta dúvidas sobre os critérios adotados pelas autoridades.
Entre os materiais tornados públicos estão fotografias em que Clinton aparece em ambientes privados ao lado de Epstein e de Ghislaine Maxwell, condenada por envolvimento no esquema de tráfico sexual. O Departamento de Justiça dos EUA informou que uma das pessoas com identidade ocultada nas imagens é reconhecida como vítima de abusos cometidos por Epstein.
A legislação americana determina a proteção da identidade de vítimas em documentos desse tipo. Clinton nunca foi acusado nem indiciado por crimes relacionados ao caso e, segundo sua assessoria, ele não tinha conhecimento das atividades criminosas de Epstein e rompeu vínculos antes de as denúncias se tornarem públicas.





