O delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Bernardo Leal, baleado durante uma grande operação policial nos complexos da Penha e do Alemão, afirmou que foi enganado por um criminoso que utilizou códigos internos da corporação para se passar por policial antes do disparo. O ataque ocorreu em meio a confrontos intensos na ação.
Segundo o relato, o suspeito vestia roupas semelhantes às utilizadas pelos agentes e conseguiu repetir corretamente os códigos de identificação usados pelas equipes durante a operação. A estratégia teria sido possível após os criminosos ouvirem as comunicações em meio ao tiroteio, o que permitiu a aproximação sem levantar suspeitas imediatas.
O delegado foi atingido por um tiro de fuzil na perna direita, sofreu ferimentos graves e chegou ao hospital em estado crítico. Ele passou por múltiplas cirurgias, recebeu dezenas de transfusões de sangue e teve a perna amputada devido à extensão das lesões vasculares.
Após 47 dias de internação, Bernardo Leal recebeu alta hospitalar e iniciou o processo de reabilitação, que inclui adaptação a uma prótese custeada pelo governo estadual. Ele informou que pretende continuar exercendo a função de delegado, mas sem atuação direta em operações nas ruas.





