A Região Metropolitana de São Paulo começou a quinta-feira (11) com mais de 1,5 milhão de unidades sem energia elétrica, conforme dados atualizados da concessionária responsável pelo fornecimento. Na capital, mais de um milhão de imóveis ainda estavam no escuro no início da manhã. O volume de interrupções supera o registrado na véspera, quando mais de 2 milhões de clientes ficaram sem luz.
A falta de energia também afetou a mobilidade urbana: a Companhia de Engenharia de Tráfego registrou mais de 230 semáforos inoperantes por causa do apagão, além de outros equipamentos com falhas distintas. A cidade apresentava lentidão superior a 200 quilômetros por volta das 7h. Os parques municipais permanecem fechados e reaberturas estão sendo avaliadas caso a caso.
Segundo o monitoramento da empresa de energia, mais de 1,52 milhão de clientes seguiam sem fornecimento pela manhã. O cenário é resultado da forte ventania registrada na quarta-feira (10), quando rajadas de quase 100 km/h atingiram bairros da Zona Oeste. O fenômeno está associado a um ciclone extratropical que se deslocou pela região Sul do país e influenciou o tempo na Grande São Paulo.
A prefeitura contabilizou mais de 230 quedas de árvores, com grande parte dos atendimentos já concluídos. Nos aeroportos, os reflexos do temporal continuam: Congonhas teve mais de 180 voos afetados na quarta, e novos cancelamentos ocorreram nesta quinta. Em Guarulhos, também houve cancelamentos de partidas e chegadas. Durante a madrugada, o Corpo de Bombeiros recebeu chamados para quedas de árvores e ocorrências de desabamentos, mas não houve registros de alagamentos.





