Teve início nesta segunda-feira (27), em Porto Alegre, o júri do ex-policial militar da reserva Jeverson Olmiro Lopes Goulart, acusado de estuprar e matar o sobrinho de 12 anos, Andrei Ronaldo Goulart Gonçalves, em 2016. O réu responde por homicídio duplamente qualificado e estupro de vulnerável. Ele permanece em liberdade e acompanha o julgamento por videoconferência.
O crime ocorreu no bairro Partenon, onde o menino foi encontrado morto em sua cama, com um disparo na testa. Inicialmente, a investigação considerou a hipótese de acidente ou suicídio, mas a mãe da vítima questionou as conclusões, e o Ministério Público reabriu o caso. A denúncia foi aceita pela Justiça em 2020.
O julgamento acontece no Foro Central de Porto Alegre, sob responsabilidade da 1ª Vara do Júri da Comarca. Estão previstas cinco testemunhas de acusação, incluindo dois homens que afirmam terem sido vítimas de abuso sexual por parte do réu. A defesa optou por não apresentar testemunhas.
A reabertura do processo ocorreu após insistência da família, que apontou divergências entre o laudo policial e as condições em que o corpo foi encontrado. A mãe de Andrei também questionou a autenticidade de um bilhete supostamente deixado pelo menino, usado na época para sustentar a tese de suicídio.





